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A abertura ocorreu às 19h, na Galeria Municipal de Arte Neocy Fin, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, e reuniu autoridades, pilotos, dirigentes e pessoas ligadas à história do automobilismo. Durante a cerimônia também foram homenageadas oito pessoas que contribuíram, em diferentes períodos, para as competições, entidades, estruturas esportivas e preservação da memória do esporte a motor no município.
Participaram da solenidade o prefeito de Chapecó, Valmor Júnior Scolari, acompanhado da primeira-dama Mariza Scolari; o secretário municipal de Cultura, Fellipe de Quadros; o vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Eduardo Moratelli; o presidente do Automóvel Clube de Chapecó, Valdir Moratelli; e o presidente do Júnior Kart Clube de Chapecó, Luiz Antonio Zanoni, entre outras autoridades e lideranças do automobilismo.
História pelas pistas
O acervo recupera diferentes fases da modalidade no município, das primeiras corridas realizadas na década de 1960 aos projetos atualmente destinados às competições de kart e automobilismo.
Entre os registros estão a criação do Automóvel Clube Chapecó, os antigos autódromos de terra e a trajetória do Júnior Kart Club de Chapecó. O kartódromo da cidade ocupa lugar especial nessa história: foi ali que Ayrton Senna conquistou, em 15 de janeiro de 1980, o título brasileiro de kart que antecedeu sua projeção internacional.
Naquela competição, o piloto correu com o kart número 16. O troféu de campeão foi entregue pelo então prefeito Milton Sander, momento preservado em fotografia histórica. Também integra o acervo uma ficha do Júnior Kart Clube de Chapecó com a assinatura de Senna.
A conquista ocorreu quando o piloto tinha 19 anos e ainda disputava as categorias de formação. Oito anos depois, em 1988, Senna alcançaria seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 pela McLaren. Voltaria a conquistar o título em 1990 e 1991, encerrando a carreira na categoria com três campeonatos mundiais, 41 vitórias e 65 pole positions.
Senna morreu em 1º de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália, aos 34 anos. O título obtido em Chapecó permaneceu como um dos registros de sua trajetória anterior à Fórmula 1 e também passou a integrar a memória esportiva do município.
Ligações com Fórmula 1
O percurso apresentado pela mostra não se limita ao kart. Outro período abordado é a participação de Chapecó na Fórmula 1 por meio do patrocínio da Chapecó Alimentos ao piloto Christian Fittipaldi, acrescentando à mostra uma ligação da cidade com a principal categoria do automobilismo mundial.
A etapa mais recente aborda os projetos do Kartódromo Internacional e do Autódromo Internacional de Chapecó. Os empreendimentos dão continuidade a uma trajetória construída por pilotos, dirigentes, mecânicos, equipes, clubes e outros participantes do esporte a motor na cidade.
Ao reunir documentos e objetos de diferentes épocas, “Entre a Memória e o Sonho” estabelece uma sequência entre as corridas dos anos 1960, as pistas de terra, o desenvolvimento do kart, a conquista de Senna, a participação ligada à Fórmula 1 e os novos equipamentos destinados ao automobilismo. O conjunto permite acompanhar como mais de 60 anos de competições e iniciativas relacionadas às pistas foram registrados em Chapecó.
Depois da apresentação da mostra e das homenagens, fizeram uso da palavra o secretário municipal de Cultura, Fellipe de Quadros; o presidente do Automóvel Clube de Chapecó, Valdir Moratelli; o vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Eduardo Moratelli; o representante do Poder Legislativo; e o prefeito Valmor Júnior Scolari.
Oito homenageados
A cerimônia dedicou parte de sua programação ao reconhecimento de personalidades ligadas a diferentes fases da história do automobilismo chapecoense. Ao todo, oito pessoas foram homenageadas, embora nem todas tenham conseguido comparecer devido a compromissos de agenda ou questões de saúde.
Plínio David de Nes Filho foi lembrado por sua trajetória como campeão brasileiro de Marcas de 1966 e por sua participação pioneira no automobilismo chapecoense. Conforme o registro apresentado na solenidade, foi o primeiro piloto de Chapecó a competir em uma pista asfaltada.
Valdir Moratelli, presidente do Automóvel Clube de Chapecó, foi reconhecido pela participação na implantação e conclusão do primeiro autódromo asfaltado de Santa Catarina e pela contribuição ao desenvolvimento do automobilismo no Estado.
Hian José Pereira, representante do Júnior Kart Clube, recebeu homenagem pelo trabalho relacionado ao projeto de implantação do novo Kartódromo Internacional de Chapecó e por iniciativas voltadas à continuidade da modalidade, entre elas uma escolinha de kart destinada a crianças e adolescentes.
Felipe Tozzo foi homenageado pela trajetória como piloto chapecoense e pelos títulos conquistados em diferentes categorias do automobilismo. O reconhecimento também levou em consideração sua participação na história esportiva do município.
Eduardo Moratelli, vice-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, recebeu a homenagem por sua trajetória como piloto e dirigente, além de sua participação em iniciativas de apoio ao automobilismo de Chapecó.
André Moratelli foi reconhecido por sua trajetória como piloto e diretor do Automóvel Clube Chapecó, com atuação ligada à tradição das competições e ao desenvolvimento da modalidade no município.
Luiz Fellipe de Quadros Belusso recebeu homenagem pelo trabalho realizado para tornar possível a mostra “Entre a Memória e o Sonho” e pela dedicação à preservação e divulgação da história relacionada ao automobilismo e à cultura de Chapecó.
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