- 14 de jun.
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Para Daniela, a iniciativa representa um compromisso com a memória coletiva e com o legado construído pelo clube. “A Chapecoense é muito mais do que um time de futebol. Ela representa a força, a perseverança e o espírito de superação do povo do Oeste catarinense. É nosso dever garantir que essa história seja lembrada pelas futuras gerações”, afirma a parlamentar.
Ela ainda acrescenta que o projeto prevê que a data passe a integrar o calendário oficial do país, estimulando homenagens em competições esportivas, campanhas educativas sobre solidariedade, fair play e segurança no transporte de delegações, além de ações institucionais voltadas à preservação da memória das vítimas. Entre outras medidas previstas está o incentivo à realização de um minuto de silêncio antes de partidas das competições nacionais organizadas pela CBF nas divisões em que a Chapecoense já atuou.
O texto também sugere que o Congresso Nacional registre anualmente homenagens oficiais, promova atos públicos em memória ao clube e às vítimas da tragédia. Prevê ações especiais nos marcos de dez anos do acidente, como a iluminação em verde dos prédios públicos federais e exposições sobre a trajetória da Chapecoense e as manifestações de solidariedade que mobilizaram o Brasil e o mundo após o desastre.
Daniela destaca que a iniciativa foi construída em diálogo com a comunidade chapecoense e com familiares das vítimas. “Passados quase dez anos, a dor permanece, mas também permanece o exemplo de união e solidariedade que marcou aquele momento. Este projeto transforma essa memória em um legado permanente para o país”, ressalta.
A tragédia da Chapecoense é considerada um dos episódios mais marcantes da história do esporte brasileiro. Além de interromper a trajetória de jogadores, dirigentes, jornalistas e tripulantes, mobilizou uma onda de solidariedade internacional que teve como símbolo a cidade de Chapecó.
“O Brasil não pode esquecer o que aconteceu naquele 29 de novembro. Ao criar uma data nacional de memória, prestamos homenagem às vítimas, às famílias e à história de um clube que se tornou patrimônio afetivo de milhões de brasileiros. Para muitos, a Chape já é o primeiro time, e, para o resto do Brasil, o segundo time do coração, porque naquele avião não estava só uma delegação, estava o sonho de um povo simples, guerreiro e cheio de empatia”, concluiu a deputada.
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