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Candidato à reeleição ao Governo de Santa Catarina, Jorginho dos Santos Mello tem 70 anos, nasceu em Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense, e declarou ocupação de governador ao TSE. Concorre pelo PL com o número 22, tem Adriano Silva (Novo) como candidato a vice e encabeça a coligação “Fé no Trabalho e Pé na Tábua”, formada por oito legendas: PL, Avante, Agir, DC, Federação PSDB Cidadania, Novo, Republicanos e Pode. Declarou R$ 2.818.037 em bens à Justiça Eleitoral, distribuídos em 11 itens. O registro está na situação “aguardando julgamento” no TRE-SC.
Um plano dividido ao meio
O documento se chama “Plano de Governo Fé no Trabalho e Pé na Tábua 2027-2030” e é estruturado em duas metades. A primeira apresenta o que o texto chama de “resultados que preparam o futuro” e enumera 22 entregas do mandato atual, de 1 a 22, com números fechados: mais de 71 mil estudantes no programa Universidade Gratuita, mais de 300 novos leitos de UTI, ar-condicionado em 14.100 salas de aula, R$ 5 bilhões no programa Estrada Boa, R$ 267 milhões em desassoreamento de rios e o que o plano descreve como “maior investimento já realizado por um Governo do Estado em 200 anos”, de mais de R$ 18 bilhões.
A segunda metade traz as propostas, organizadas em sete áreas: infraestrutura e mobilidade; segurança pública e defesa civil; saúde e bem-estar; educação e tecnologia; agro, pesca e meio ambiente; liberdade econômica e municipalismo; e cultura, turismo e esporte.
Somados, os sete eixos reúnem 36 compromissos. Em 34 deles, o verbo que abre a ação é de continuidade: dar continuidade, manter, ampliar, expandir, fortalecer, consolidar, concluir, perenizar, aperfeiçoar, reforçar ou modernizar. O próprio documento assume esse desenho ao classificar todos os sete blocos como “ações de continuidade” e ao carimbá-los com o selo “+22”, trocadilho com o número do candidato na urna.
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