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Quem é Carlos Roberto Klaus, além de empresário e agora presidente da ACIC?
Sou casado e tenho duas filhas, Nathalie e Stéfani. Ambas trabalham comigo no hotel. Sou um empresário nato da hotelaria, nascido e criado dentro de hotel. Mesmo quando pensei em seguir outro caminho, percebi que esse setor corre no sangue. Ainda hoje, estou muito ativo nos negócios, com uma equipe competente que me permitirá dedicar tempo à ACIC.
Por que escolheu Chapecó para empreender?
Viemos de uma tentativa frustrada na área rural, na Bahia. Minha família tem origem italiana e alemã, e os conflitos naturais entre irmãos nos fizeram buscar novos caminhos. Pensamos que se há algo que conhecemos, é hotelaria. Visitamos várias cidades no sul e Chapecó nos encantou, a proximidade com Passo Fundo e pelo potencial. Voltando de lá, comecei a estudar mais a cidade e vi que só tinha como crescer. Compramos um terreno na avenida Getúlio Vargas e construímos nosso primeiro hotel, abrimos em janeiro de 1999. Na época, era o Itatiaia Business. Foi uma sequência lógica. A cidade cresceu, segue crescendo, e todo empresário se anima com isso para investir.
Além da hotelaria, o senhor também é piloto. De onde vem esse hobby?
Desde pequeno, sempre gostei de avião. Se eu gostava de ganhar algo de presente, era avião. Aqueles kits de montar. Meu pai tinha um prédio em Passo Fundo e, no térreo, a Varig era locatária. Então, eu pedia carona para o aeroporto, ajudava com malas, conhecia comissários e pilotos. Criei essa proximidade. Voar, para mim, é um prazer, não tem a ver com dinheiro, é puro hobby.
Como começou sua relação com a ACIC?
Participei por cerca de 10 anos da Associação Comercial de Passo Fundo. Quando me mudei para Chapecó, fui convidado para o Conselho Deliberativo. Depois, integrei a gestão do presidente Nelson Akimoto, marcada pela pandemia e pelas limitações. Na sequência, participei da gestão do presidente Lenoir Broch, onde comecei a me posicionar mais. Foi um processo natural de envolvimento.
Quais valores pessoais e profissionais o senhor leva para essa nova gestão?
Para mim, dois valores são fundamentais: sinceridade e honestidade. Observo muito isso, em qualquer pessoa. Sou alguém que dá muita liberdade para os que estão ao meu redor trabalharem. Não tenho medo de que alguém faça mais ou menos, tenho certeza de que todos darão o seu melhor. Prefiro uma crítica sincera do que “aquela coisa” pelas costas, que você nem sabe de onde veio. Procuro agir assim também, porque acredito que, sendo sincero, você ganha a pessoa como amiga e isso facilita o trabalho em conjunto.
E sobre as pautas para essa nova gestão: quais ações a ACIC continuará e quais podem surgir como novidade?
Há ações que não têm como parar, como a questão da água, o diálogo com a CASAN, como poder público, seja o prefeito, o governo estadual, continuaremos cobrando por soluções para nossa região, pois não há como empreender sem o básico. No dia em que isso acontecer, viramos a página e seguimos para o esgoto ou outra pauta. Tem também o aeroporto, isso precisa ser resolvido de forma concreta, pois Chapecó merece e precisa de um aeroporto adequado. A duplicação da BR-282, começando por Chapecó/Irani (SC), é outra pauta urgente. Vamos convocar nossos representantes federais para nos ajudarem, não pode ser uma conversa de mão única. As ferrovias também são essenciais, seja para ligação com os portos do litoral ou com Cascavel. O projeto andou vagarosamente no segundo semestre do ano passado. E quando o governo federal anunciou um plano nacional de ferrovias sem incluir nossa região, precisamos nos mobilizar para tentar essa inclusão. Sabemos que aeroporto, ferrovias e BR-282 não serão resolvidos em um ano de gestão, mas temos que dar os passos iniciais.
A nova geração também está presente nos projetos da ACIC, como o projeto Geração Empreendedora. Qual sua visão sobre isso?
Acho esse projeto espetacular. Conheci os jovens envolvidos e posso dizer: são feras! Nós ganhamos o primeiro lugar no estado, e isso mostra a força da juventude. É um programa que precisa continuar, se fortalecer e alcançar mais adolescentes. É ali que plantamos a semente do futuro.
Por fim, o que o associado pode esperar da sua gestão?
Sou uma pessoa de diálogo. Gosto de encontrar soluções. Quero representar bem os associados e a nossa entidade, que completará 80 anos no próximo ano. Quero fazer isso com leveza, mas com compromisso e resultados.
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