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  • há 2 dias
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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL) acompanha com atenção as discussões em torno do cenário econômico e social da Venezuela e seus possíveis reflexos sobre a presença de imigrantes venezuelanos no município. Apesar das especulações, a entidade avalia que ainda é cedo para qualquer análise conclusiva, uma vez que a reestruturação do país de origem tende a ocorrer de forma gradual e ao longo de anos.


Atualmente, conforme dados do governo municipal, Chapecó conta com 19.466 venezuelanos, maior número do Brasil. Esse grupo representa cerca de 39% das carteiras assinadas nos últimos dois anos, dado que demonstra a relevância desses trabalhadores para o mercado e para o desenvolvimento econômico local. Uma eventual saída significativa desses trabalhadores poderia gerar impactos econômicos relevantes, em um cenário em que as empresas já enfrentam dificuldades para preencher vagas e manter níveis adequados de produtividade.


Para a CDL Chapecó, porém, não há, até o momento, indícios concretos de um movimento expressivo de retorno ao país de origem. Muitos imigrantes, além de já inseridos no mercado de trabalho, estabeleceram vínculos profissionais e sociais e contribuem ativamente para a economia do município.


O presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, destaca que o momento ainda exige cautela. “É cedo para medir qualquer impacto concreto, pois não há dados consolidados que indiquem um movimento efetivo de retorno em larga escala. No entanto, a preocupação existe, justamente pela relevância que os imigrantes venezuelanos têm hoje para a sociedade regional e para a força de trabalho local”, sublinha.


A entidade defende que o tema seja acompanhado de perto, com diálogo entre o poder público, o setor empresarial e as entidades representativas, para que eventuais impactos possam ser mitigados.

 
 
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