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Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer colorretal está entre os tipos de câncer que mais causam mortes no Brasil, além de apresentar elevada incidência na população. Apesar disso, quando identificado precocemente, as chances de tratamento e cura aumentam significativamente.
Segundo o Dr. João Mendes, cirurgião do aparelho digestivo, com atuação em saúde digestiva e emagrecimento, o rastreamento é a principal estratégia para reduzir a mortalidade associada à doença.
“A colonoscopia é o exame mais importante para o rastreamento do câncer de intestino. Ela permite visualizar todo o intestino grosso e identificar pólipos ou alterações que podem evoluir para câncer ao longo do tempo. Muitas vezes essas lesões podem ser removidas durante o próprio exame, evitando que a doença se desenvolva”, explica o especialista.
A recomendação atual é que a colonoscopia de rastreio seja realizada a partir dos 45 anos, mesmo em pessoas que não apresentam sintomas. Em pacientes com histórico familiar da doença ou outras condições intestinais, a investigação pode ser indicada mais precocemente.
Além do rastreamento, hábitos de vida saudáveis também contribuem para a prevenção do câncer colorretal. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado e redução do consumo de alimentos ultraprocessados e carnes processadas são medidas importantes para proteger a saúde intestinal.
Para o Dr. João Mendes, ampliar a conscientização é fundamental para mudar esse cenário. “O câncer de intestino pode evoluir de forma silenciosa por muitos anos. Por isso, esperar o surgimento de sintomas não é a melhor estratégia. O rastreamento permite identificar alterações antes que elas se tornem um câncer”, destaca.
A orientação é que pessoas dentro da faixa etária indicada ou com fatores de risco conversem com seu médico sobre a realização da colonoscopia.
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