
A condução das atividades contou com integrantes de três Núcleos Empresariais da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC): Núcleo de Automecânicas (NAUTO), Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) e Núcleo de Tecnologia, Inovação e Comunicação (NTIC). Os nucleados atuaram como multiplicadores da metodologia desenvolvida pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC).
Nesta edição, o programa iniciou com 19 estudantes de cinco escolas das redes pública e privada do município. Durante cinco encontros presenciais, os participantes aprenderam sobre empreendedorismo, identificação de problemas, desenvolvimento de soluções, organização financeira, pesquisa de mercado e estruturação de pitch.
No encerramento, os estudantes apresentaram quatro empresas a uma banca formada por profissionais de diferentes áreas: Carlos Eduardo Carvalho, vice-reitor e professor pesquisador da Unoesc Chapecó; Lenir Peres Pavan, Consultora Regional do Programa Empreender SC; e Mailson André Putti, cofundador da empresa Modobank. Os projetos partiram de problemas identificados pelos próprios jovens e foram aperfeiçoados por meio de pesquisas, entrevistas e orientações recebidas durante o programa.
Uma das soluções apresentadas foi a AgroGuia, aplicativo de inteligência artificial desenvolvido para prestar assistência às pessoas do campo em áreas como gestão financeira, saúde animal e cuidados com as plantações. A RE:SET, por sua vez, propôs um aplicativo de produtividade gamificada, no qual o cumprimento de metas de foco gera pontos que podem ser trocados por descontos, cupons e promoções de empresas parceiras.
Também integrou as soluções apresentadas a AIGISTECH, que desenvolveu um robô remoto de baixo custo para ampliar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e aumentar a segurança em áreas de risco. Operado a distância, o equipamento permite a execução de tarefas presenciais e foi apresentado com um modelo de locação voltado às empresas.
A quarta proposta foi a EASY, aplicativo de jogos educacionais destinado aos anos iniciais da educação básica. A ferramenta foi criada para contribuir com a redução do analfabetismo funcional entre as crianças e colocar em prática o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 4, que trata da educação de qualidade. O projeto conquistou a melhor pontuação da banca e agora representará Chapecó na próxima etapa do programa.
O nucleado do NJE e multiplicador do Geração Empreendedora, Israel Davi Janoelo, frisou a evolução dos participantes desde o primeiro encontro. Segundo ele, os jovens chegaram mais retraídos e sem saber exatamente o que esperar, mas ganharam confiança e desenvolveram as ideias gradativamente. “Muitos grupos mudaram suas propostas várias vezes, inclusive na semana anterior à apresentação, mas evoluíram bastante desde o primeiro encontro. Trabalhamos desde a compreensão do que é um problema e do que significa empreender até organização financeira e preparação do pitch”, afirmou.
De acordo com o multiplicador, uma das principais dificuldades foi transformar as ideias em projetos estruturados. “Eles estavam com as ideias muito presas na cabeça e não sabiam como externalizá-las. Quando colocavam tudo no papel, percebiam que havia pontos a serem corrigidos e precisavam aprimorar ou mudar a proposta. Incentivamos muita pesquisa, entrevistas e conversas com outras pessoas para que entendessem se o problema realmente existia e se a solução seria viável”, explicou.
Integrante da banca avaliadora, o vice-reitor da Unoesc Chapecó, Carlos Eduardo Carvalho, ressaltou a importância de incentivar o empreendedorismo ainda durante a juventude. “É nessa idade que o jovem começa a sonhar. Precisamos fomentar o empreendedorismo e permitir que ele floresça, para que esses estudantes também possam sonhar em encontrar soluções para os problemas da sociedade. É uma atividade fundamental para a nossa cidade”, avaliou.
Para o estudante Arthur Brissow Vanin, de 17 anos, do Colégio Unochapecó, a experiência contribuiu para ampliar a compreensão sobre o significado de empreender. “Eu tinha uma visão bem diferente e percebi que empreender é resolver problemas. Aprendi a identificar o que é necessário e a apresentar uma ideia por meio do pitch. É um conhecimento que vai me ajudar bastante no futuro”, relatou.
Arthur também salientou o desenvolvimento da comunicação e da autoconfiança ao longo dos encontros. “No começo, minha maior dificuldade era perder a vergonha e o medo de ser julgado, principalmente para falar e ser o primeiro a levantar a mão. Depois que conheci as pessoas, fiquei mais tranquilo. O programa mostrou que não precisamos ter medo”, concluiu.
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