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A inteligência artificial já faz parte da rotina de muita gente, seja para estudar, trabalhar, pesquisar ou produzir conteúdo. Mas, diante de respostas cada vez mais rápidas entregues pelas máquinas, uma pergunta ganha espaço dentro da sala de aula: até onde é seguro confiar na tecnologia?
A inteligência artificial já faz parte da rotina de muita gente, seja para estudar, trabalhar, pesquisar ou produzir conteúdo. Mas, diante de respostas cada vez mais rápidas entregues pelas máquinas, uma pergunta ganha espaço dentro da sala de aula: até onde é seguro confiar na tecnologia?

Foi a partir dessa discussão que o professor doutor Gil Karlos Ferri, do Instituto Estadual de Educação (IEE), em Florianópolis, criou o projeto “Humaniza, IA!”. A iniciativa leva o debate sobre inteligência artificial para as aulas de História e propõe aos estudantes uma aproximação diferente com uma tecnologia que vem transformando o cotidiano.


Em vez de tratar a inteligência artificial apenas como uma ferramenta tecnológica, o projeto coloca os alunos diante de questões que envolvem ética, responsabilidade, dignidade humana, justiça social, sustentabilidade e os impactos da tecnologia na sociedade.


Durante o mês de agosto, estudantes da 3ª série do Ensino Médio deixaram a sala de aula e foram conhecer de perto um dos principais ambientes de inovação da Capital: a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), no Passeio Primavera, em Florianópolis.


A visita ajudou a aproximar um conteúdo que pode parecer distante da realidade dos adolescentes de algo que já está acontecendo na cidade e fazendo parte do mercado de trabalho.


Da aula de História para o ecossistema de tecnologia de Florianópolis

Antes de conhecer a ACATE, os estudantes participaram de uma aula dedicada à trajetória da inteligência artificial.


A história dessa tecnologia foi apresentada por meio de uma linha do tempo, permitindo que os alunos compreendessem como a inteligência artificial surgiu, evoluiu e chegou ao nível de presença que possui atualmente.


Depois, veio a experiência fora da escola.


Nas visitas realizadas durante agosto, os estudantes conheceram o ambiente ligado ao ecossistema de tecnologia e inovação de Florianópolis. A proposta foi fazer com que aquilo que havia sido discutido em sala pudesse ser observado em um espaço onde inovação e tecnologia fazem parte do dia a dia.


Após a atividade, cada estudante produziu um relatório individual, relacionando os conteúdos trabalhados nas aulas com aquilo que foi observado durante a visita.


Assim, a experiência não terminou quando os alunos deixaram a ACATE. O que eles viram passou a fazer parte da própria reflexão sobre o conteúdo estudado.


Projeto quer discutir o lado humano da inteligência artificial

O nome escolhido para a iniciativa não é por acaso.


O “Humaniza, IA!” coloca justamente o ser humano no centro da discussão sobre o avanço das novas tecnologias.


A proposta desenvolvida pelo professor Gil Karlos Ferri também estimula os estudantes a questionarem as informações produzidas pela inteligência artificial, evitando que respostas apresentadas por ferramentas tecnológicas sejam simplesmente aceitas como verdade.


A discussão passa pela capacidade de analisar, questionar, comparar informações e tomar decisões.


Em um cenário em que a inteligência artificial consegue produzir textos, imagens, respostas e diferentes tipos de conteúdo em poucos segundos, o projeto busca mostrar aos alunos que a velocidade de uma ferramenta não elimina a necessidade do pensamento humano.


A iniciativa também aborda os possíveis impactos sociais, éticos, tecnológicos e ambientais desse avanço.


Entre os temas trabalhados estão a preservação da dignidade humana, a justiça social, a sustentabilidade e a responsabilidade no uso das tecnologias.


Inteligência artificial também chega ao ensino de História

Um dos diferenciais do projeto está justamente na maneira como o assunto foi incorporado às aulas de História.


A inteligência artificial não aparece apenas como um tema ligado à informática ou às disciplinas tecnológicas. Ela passa a ser analisada a partir das transformações que provoca na sociedade e das relações que estabelece com o desenvolvimento humano.


Para os estudantes, isso significa olhar para uma tecnologia que já está presente no cotidiano e tentar compreender como ela chegou até aqui e quais mudanças pode provocar daqui para frente.


A atividade também dialoga com o Currículo de Educação Digital da Rede Estadual de Santa Catarina, aproximando o conteúdo escolar das discussões que já fazem parte da vida dos jovens.


Florianópolis como cenário de inovação e aprendizado

A escolha da ACATE para as saídas de estudo também aproxima os estudantes de uma realidade muito presente em Florianópolis.


A Capital catarinense possui um ecossistema de tecnologia e inovação que reúne empresas, profissionais, empreendedores e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novas soluções.


Ao levar os alunos até esse ambiente, o projeto cria uma ponte entre a escola e um setor que já influencia diretamente a economia, o mercado de trabalho e a forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia.


A atividade foi realizada em parceria com a Rede de Inovação da Prefeitura Municipal de Florianópolis, aproximando a comunidade escolar desse ecossistema.


Para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio, a experiência também acontece em um momento importante da vida escolar, quando muitos começam a pensar nos próximos passos depois da conclusão dos estudos.


Mais do que conhecer um espaço de tecnologia, a proposta coloca os jovens diante de uma discussão que deve acompanhar a geração que está crescendo junto com a inteligência artificial: como usar máquinas cada vez mais capazes sem abrir mão da capacidade humana de pensar, escolher e assumir responsabilidades?


É esse encontro entre História, tecnologia e vida cotidiana que dá forma ao projeto “Humaniza, IA!”, desenvolvido no IEE, em Florianópolis.


 
 
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