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A adoção de tecnologias de precisão pode transformar a forma como a alimentação dos suínos é planejada e manejada, permitindo maior adequação das dietas às necessidades individuais dos suínos. O tema apresentado pelo zootecnista Dr. Bruno Silva iniciou os debates desta quinta-feira (13) do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS).


Durante a palestra “Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional”, o Prof. Bruno ressaltou que os suínos têm exigências dinâmicas com grande de variabilidade individual e a tecnologia vem justamente para atender essas demandas dentro do sistema de produção.


Segundo o Prof. Bruno “A indústria vem passando por uma pressão muito forte, com custos altos de produção, escassez de mão de obra, desafios sanitários, aumento do potencial genético dos animais e, a associação desses fatores traz um desafio muito grande para suinocultores. Então o uso de soluções inteligentes vem para ajudar esses produtores a melhorar a eficiência do uso de mão de obra, de indicadores de nutrição, saúde e bem-estar. Todas essas tecnologias têm o objetivo de gerar dados, para que a gente consiga otimizar o sistema de produção".


Sensores de detecção de movimento, acelerômetros, dispositivos para medir a temperatura corporal, sistemas de identificação dos animais, câmeras que mensuram o peso e o comportamento em tempo real, assim como as próprias estações de alimentação de precisão que permitem definir dietas de acordo com a exigência diária, são exemplos dessas tecnologias.


O palestrante também apresentou trabalhos desenvolvidos na área de nutrição de precisão e seus resultados sobre a eficiência alimentar e o retorno econômico dos sistemas de produção. Segundo Dr. Bruno, a evolução genética exige a adaptação dos sistemas de produção e, neste contexto, a implementação de novas tecnologias como por exemplo o uso da inteligência artificial são essenciais para otimizar o desempenho, a longevidade, o bem-estar e a sustentabilidade da suinocultura moderna.


GESTÃO DE PESSOAS


No painel que tratou a gestão e performance, a psicóloga Creici Lamonato abordou a importância da comunicação estratégica para mitigar erros e maximizar resultados. Ela explicou que a diferença entre percepção e realidade pode influenciar diretamente a tomada de decisões, o relacionamento entre equipes e os resultados de uma empresa. Na palestrante destacou a importância de uma comunicação mais assertiva na gestão e do papel da liderança na construção de relações mais eficientes dentro das organizações.


De acordo com Creici, muitas decisões são tomadas a partir de percepções, interpretações e “achismos”, que nem sempre correspondem aos fatos. Essa percepção inadequada pode comprometer tanto a comunicação quanto os resultados dos negócios. “Muitas vezes, dentro dos negócios, temos uma percepção inadequada dos fatos e dos dados e nem sempre reconhecemos aquilo que acontece. E isso interfere diretamente no resultado dos negócios”, explicou.


Como estratégia para reduzir esses ruídos de comunicação, a especialista em psicologia organizacional apresentou o método dos 5 C’s da comunicação, baseado em cinco ações que devem orientar a atuação dos líderes: checar antes de concluir, compreender antes de responder, clarificar antes de cobrar, confrontar sem atacar e confirmar antes de encerrar uma conversa. O objetivo é tornar os processos de comunicação mais claros e evitar que interpretações equivocadas resultem em cobranças, conflitos ou decisões inadequadas.


Na avaliação de Creici, um dos principais gargalos na comunicação dentro das empresas está justamente na tendência de interpretar comportamentos sem buscar compreender o que de fato está acontecendo. “Um tom de voz diferente ou determinada atitude, por exemplo, pode ser interpretado como sinal de descontentamento ou conflito, mesmo sem evidências concretas. Eu preciso parar de perceber inadequadamente, para que eu consiga ter uma evolução maior”, afirmou.


A comunicação estratégica, nesta perspectiva, deve ser usada como uma ferramenta de gestão e não apenas como uma habilidade interpessoal. “Ao aplicar os 5 Cs, o líder pode reduzir ruídos, alinhar expectativas e melhorar a relação com as equipes, criando condições para decisões mais assertivas", finalizou a psicóloga.

 
 
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