- há 15 minutos
- 2 min de leitura

A ação sobre autocuidado foi realizada durante o mês dedicado à valorização das mulheres, com a proposta de ampliar o debate tradicional do período e tratar o tema como prática essencial para todos. As atividades reuniram turmas com homens e mulheres e abordaram a importância de cuidar da saúde emocional, mental e física como parte do cotidiano e também como fator que contribui para o processo de aprendizagem.
Segundo o supervisor de educação da EJA Regional oeste, Vinicius de Andrade, a escolha do tema buscou garantir participação e pertencimento. “Optamos por trabalhar o autocuidado e a qualidade de vida justamente para que todos os estudantes se sentissem incluídos. Entendemos que, embora este seja um mês de reflexão sobre o papel da mulher, é fundamental envolver também os homens nesse processo, ampliando a consciência coletiva sobre a importância do cuidado em todas as suas dimensões”, afirmou.
Além dos momentos de reflexão e diálogo, os encontros terminaram com uma atividade leve de encerramento. Os estudantes receberam algodão doce, gesto simbólico que resgatou memórias afetivas e a necessidade de também cultivar alegria e bem-estar no dia a dia.
VISITA PEDAGÓGICA
Uma das turmas do EJA Profissionalizante participou de uma visita pedagógica à ADEVOSC, em Chapecó, acompanhada pelas professoras Venida Flesch Royer e Marlei Ramos, como parte de uma aula prática de Ciências Humanas. Durante a atividade, os estudantes participaram de oficinas, tiveram contato com materiais adaptados e conheceram recursos utilizados por pessoas com deficiência visual, como o braile, o soroban e ferramentas de informática acessível.
A vivência foi motivada, entre outros fatores, pela presença de uma colega com deficiência visual na turma, a estudante Ana Paula Copceski, que compartilhou sua rotina e destacou o impacto da experiência. “Senti-me muito especial ao mostrar como nós, com deficiência visual, realizamos as tarefas do dia a dia, desde os afazeres domésticos até o uso da informática, do soroban e do braile. Acredito que para eles também tenha sido uma experiência marcante. Foi a oportunidade de mostrar que somos iguais a todos, que somos pessoas comuns e que, com compreensão, fica claro que nossas vivências não são um ‘bicho de sete cabeças’. Para mim, foi um momento inesquecível”, relatou.
Para Vinicius, atividades fortalecem a proposta de uma educação mais significativa. “Quando proporcionamos experiências como essa, estamos dando um passo além do ensino tradicional. Estamos formando cidadãos mais conscientes, empáticos e preparados para conviver com as diferenças. A inclusão não pode ser apenas um conceito ela precisa ser vivida no dia a dia”, disse.
%2016_02_56_714b05a1.jpg)


