
Música, dança e emoção marcaram Semana Farroupilha no Hospital Unimed Chapecó. Em comemoração ao Dia do Gaúcho, tradicionalistas percorreram corredores, recepção e unidades de internação com apresentações que levaram a cultura do Rio Grande do Sul para mais perto de pacientes, acompanhantes e colaboradores.
A ação, já tradicional na instituição, reuniu integrantes dos CTGs Coxilha, Quero-Quero, Índio Condá e Sangue de Farrapos, de Chapecó, além do CTG O Potro Sem Dono, de Guatambu. Representantes das diferentes entidades participaram conjuntamente da programação, unidos pelo propósito de proporcionar momentos de alegria e compartilhar costumes e valores da tradição gaúcha.
Ao som do acordeon e com apresentações de dança, prendas, peões e demais tradicionalistas passaram por diferentes espaços do hospital. A música despertou sorrisos, lembranças e emoção. Pacientes e acompanhantes agradeceram a presença dos grupos e, em alguns momentos, não contiveram as lágrimas.
Uma delas foi a paciente Ângela Maria, gaúcha de Santa Maria e atualmente moradora de Xaxim (SC). Emocionada após acompanhar a apresentação, ela contou que a visita trouxe alegria em um momento fragilidade. “Eu gostei muito de ver essa apresentação justamente em um dia em que estou precisando de alegria. Sou gaúcha, sempre gostei muito da tradição e costumava acompanhar as apresentações no Rio Grande do Sul. Fiquei muito feliz em poder apreciar essa linda apresentação. Agradeço por alegrarem o meu dia”, relatou, emocionada.
Para a coordenadora de Atendimento Hospitalar e Gestão de Acesso da Unimed Chapecó, Maira Letícia Minch, iniciativas como essa reforçam o compromisso do Hospital com um cuidado mais acolhedor e humanizado. “Nosso objetivo é proporcionar momentos de bem-estar para pacientes, familiares e colaboradores. Em um ambiente que muitas vezes envolve situações delicadas, ações como esta ajudam a tornar a experiência mais leve e acolhedora, fortalecendo os vínculos entre as pessoas e valorizando aspectos culturais que fazem parte da nossa identidade regional”, destaca.
Segundo Maira, pequenos gestos têm potencial para impactar positivamente a jornada de quem passa pelo Hospital. “Além de celebrar uma tradição tão presente em nossa região, criamos oportunidades de conexão, descontração e acolhimento, que contribuem para uma experiência mais positiva para todos”, conclui.
TRADIÇÃO E SOLIDARIEDADE
Para os tradicionalistas, levar a cultura gaúcha para além dos galpões também representa uma forma de aproximação com a comunidade. A tradicionalista Thais Dutra, que participou das apresentações de dança, ressalta que a solidariedade integra os valores cultivados pelo movimento. “É muito importante estarmos presentes em diferentes espaços da sociedade. A dança e a música levam alegria e, ao mesmo tempo, apresentam nossa vestimenta, nossos valores e costumes. Estar em um hospital também faz parte dos projetos de caráter solidário desenvolvidos por meio do voluntariado. A solidariedade é um dos pilares do tradicionalismo”, afirma.
A música teve destaque especial durante as apresentações. Larissa Dal Piva, 3ª Prenda Adulta do Movimento Tradicionalista Gaúcho de Santa Catarina (MTG-SC), participou da ação como acordeonista e destacou o poder das canções ao despertar sentimentos positivos. “Em qualquer lugar onde exista música, ela tem a capacidade de despertar alegria. No ambiente hospitalar, isso se torna ainda mais significativo. Para nós, é um prazer estar aqui e proporcionar esse momento às pessoas”, salienta Larissa.
Realizada tradicionalmente durante a Semana Farroupilha, a ação aproxima a cultura gaúcha da rotina hospitalar e cria uma pausa de leveza em meio aos cuidados com a saúde. Nos dois dias de apresentações, acordes, passos de dança e trajes típicos deram espaço a encontros marcados por sorrisos, lágrimas, lembranças e agradecimentos — como o de Ângela, que encontrou na tradição gaúcha um pouco da alegria de sua terra natal em pleno ambiente hospitalar.
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