- 29 de mar.
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O acidente sofrido por Oliver Bearman no GP do Japão da F1, neste domingo, voltou a colocar o novo regulamento técnico da categoria em cheque. Pilotos como Max Verstappen, Carlos Sainz, Franco Colapinto e o atual campeão Lando Norris, além do próprio Bearman, expuseram suas críticas sobre os riscos causados por desacelerações súbitas causadas pelo sistema de recuperação de energia.
Um dos mais vocais sobre o tópico foi Sainz, que dirige a Associação de Pilotos da F1 ao lado de George Russell. O espanhol se disse surpreso com a decisão da FIA (Federação Internacional do Automobilismo) de limitar, apenas na classificação em Suzuka, o nível de carga das baterias, já que os pilotos têm reforçado que o problema afeta também as corridas:
- Temos sido muito claros ao afirmar que o problema não é apenas a classificação, mas também a corrida. Hoje tivemos sorte de haver uma área de escape. Agora, imagine Baku, Singapura ou Las Vegas. Nós alertamos a FIA de que esses acidentes vão acontecer com frequência e precisamos mudar algo logo. Espero que isso sirva de exemplo e que ouçam mais os pilotos e menos as equipes e pessoas que disseram que estava tudo bem, porque não está tudo bem.
- Estou ansioso para ver o que a FOM (Formula One Management) e a FIA vão propor. Tenho esperança de que consigamos algo melhor para Miami considerando que já vínhamos alertando sobre a possibilidade disso acontecer. Não estou muito satisfeito com o que temos visto até agora. Espero que encontremos uma solução melhor e uma forma mais segura de correr - adicionou o piloto da Williams.
A colisão de Bearman foi na 22ª volta da corrida deste domingo. Ele estava em 18º lugar quando, na chegada à curva 13, tentou desviar do argentino Franco Colapinto - que desacelerou bruscamente na frente: a diferença de velocidade entre eles, segundo a telemetria registrada em tempo real pela própria F1, chegou a quase 100 km/h pouco antes do contato (262 km/h contra 174 km/h).
O piloto da Haas puxou para o canto da pista e pisou na grama; destruiu duas placas de sinalização, atravessou a pista e acertou a barreira macia do trecho. Ele conseguiu sair do carro com ajuda de fiscais, mas apresentou muita dificuldade para caminhar, mancando com incômodo na perna direita. Na colisão, Bearman sofreu uma aceleração 50 vezes maior que a força da gravidade (50G).
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